sábado, 16 de junho de 2007

Roda viva

É época de frequências, certo? Certo! É época de ficar em casa tipo eremita agarrada aos livros, certo? Certo! E tu fazes isso não fazes Filipa? Errr... Não!!! Os meus fins de semana andam a ser do melhor, e eu não sei porque não faço isto à mais tempo... Na semana passada foi o Alive, bons concertos, boa companhia. Do melhor, está sem dúvida no meu Top 5 de grandes noites! Esta semana o DJ Tiësto veio ao Porto dar um concerto, e eu nem era grande apreciadora deste tipo de música, mas como era "grates", e isso diz que não custa nada então bora lá, que se não gostarmos podemos sempre bazar a qualquer altura... Saída de um exame às 21 em Lisboa, toca de correr para o comboio, e chegar à minha linda cidade à 00.30, já o senhor tocava e bem diga-se de passagem... E digo-vos, nunca eu dancei tanto como ontem, da 00.45 até às 4 e tal, lá eu estava a abanar o corpinho, e foi sem dúvida um grande espectáculo. E eu estou de parabéns porque não parei de dançar mesmo sem estar já mais pra lá do que pra cá. É que quem me conhece sabe, eu não danço!!
A minha Ribeira estava linda, cheia, e com um ambiente fenomenal!! Lindo foi quando o senhor estava a acabar o set (diz que se chama assim...) e começa a chover... Ninguém arredou pé, e dançar à chuva tornou-se uma das melhores sensações, está no meu top 3 (logo a seguir a sexo e a comer um häggen daz de Cookies...)
Foi lindo, amei, e fiquei fã. Por mim ia já hoje outra vez... Mas temos sempre o próximo fim de semana... Que diz que é S.João, e isso cá no Porto é sagrado!!!
A música do Verão 2006! =)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Despedidas...

O tempo passa mas não o sinto. O escurecer de fim de tarde é o único índice que o dia já está a acabar. Sinto-me aérea. Queria tanto fugir. Não sei para onde, mas sei com quem. Contigo poderia encostar a cabeça no teu peito e descansar, sossegar a alma, acalmar os medos, recuperar energias. E com a cabeça no teu peito, o meu corpo bem junto ao teu, eu sei que estaria em paz comigo mesma. Que as angustias rapidamente desapareceriam.
Mas não há como fugir contigo, a única maneira que agora encontro é fugir de ti. Fazer de conta que não existes. Fazer de conta que nada se passou. Aproxima-se a hora sabes? Passou um ano desde aquela noite. O encontro, o abraço, o passeio na praia, os beijos que trocamos, o pedido, tudo me parece tão presente... Saudades de um tempo que não volta mais... Hoje choveu como chovia no nosso primeiro beijo. Deste-me a mão enquanto atravessavamos a rua. Paraste no meio do jardim e olhaste-me nos olhos. Leste-me a alma. E é assim que eu consigo precisar o momento: Apaixonei-me por ti naquele instante. Lembro-me como se fosse ontem, porque o tempo passou mas eu não dei por ele de tão embrenhada que estava em nós. Perdi-me nos entretantos da sucessão de fins de tarde, à espera de um dia melhor, perdi-me no meio da passagem das estações à espera que tudo melhorasse e não dei conta que um ano se tinha volvido desde que te encontrei, desde que me agarraste a mão, desde que te vi, e me apaixonei por ti.


Um ano depois e fica a vontade da despedida. Com a certeza de que foi até agora a melhor época da minha vida. Rica em momentos que nunca vou esquecer, repleta de estados de felicidade absoluta. Mas acho que chegou a hora de mudar a folha e começar a escrever uma nova página. Sem ti, sem o nós que tanto amo. Talvez seja altura de dizer adeus, e deixar-te seguir.

Um ano depois. E é um dia como outro qualquer...

Sinais...

O facto de eu ter na minha pasta de lixo electrónico um e-mail que me diz: "Oi meu amor!" e que não é nada mais nada menos que um virús que me apaga qualquer dado que eu tenha no meu disco rigido é ou não coincidencia com o eu estar apaixonada por um gajo que me apaga qualquer decisão que eu tenha tomado assim que se chega à minha beira?

terça-feira, 12 de junho de 2007

Para ti...

Tento que passe despercebido. Tento não dar demasiada atenção, mas a verdade é que não consigo fazer de conta que nada se passa. Tenho saudades tuas. Tantas. Tenho saudades de te fugir, saudades das brincadeiras parvas que tinhamos. Saudades de ser tua, de seres meu. Saudades do tempo em que estava contigo todos os dias, em que podia deitar a cabeça no teu peito a ver televisão e saber que não queria estar em mais lado algum que não ali contigo. Saudades dos passeios na praia à noite, saudades de me agarrares e me olhares como se eu fosse o teu mundo... Saudades de tempos que não voltam mais... Estava feliz.
Dói-me toda essa tua indiferença, dói-me todo esse desinteresse... Magoa-me o facto de apenas me custar a mim esta separação. Magoa-me que depois de tudo dês tão pouco de ti ao que ficou. Tenho saudades tuas. Todas as noites sonho contigo, é uma tortura sabes? Sentir o teu abraço, os teus beijos, ver-te ali, só para mim. E depois ter que acordar. E ver que nada daquilo se passou, nada daquilo se passará de novo.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Estática

E ficou ali à espera. Não sabia de quê, não sabia de quem. Não sabia sequer porquê. Um momento. E ela ali ficou. À espera. E foi aí que os fantasmas do passado lhe assomaram todos à lembrança, à velocidade da luz, com um barulho ensurdecedor. Atordoaram-na e ela teve medo.