sexta-feira, 4 de maio de 2007

#1 Post-it

"Some people believe that without history, our lives amount to nothing. At some point we all have to choose: do we fall back on what we know, or do we step forward to something new? It's hard not to be haunted by our past. Our history is what shapes us... what guides us. Our history resurfaces time after time after time. So we have to remember sometimes the most important history is the history we’re making today."

Meredith Grey in Grey's Anatomy
[O teu olhar ainda me consegue deixar perdida... Amo-te]

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Destinos

Senta-se ao volante… Não sabe para onde ir. Ninguém sabe onde ela está, como está, com quem está. Liga o carro, o rádio começa a debitar música a que ela não presta atenção. Liga as luzes, aperta o cinto. Fecha os olhos, respira fundo. Não sabe para onde ir, mas não pode ficar mais ali. É a única certeza que tem naquele momento. A de que quer fugir e não ser encontrada.

Sente-se perdido. Não sabe onde ela se encontra, não sabe com quem ela está, não sabe como é que estará. Sente-lhe o medo, e por isso sabe que a tem que encontrar. Abraçar e dizer-lhe que tudo vai ficar bem. Liga de novo para um telemóvel que ela não irá atender. Passa por casa dela, o carro não está à porta. Conhece-a melhor que ninguém. Sabe para onde ela irá mesmo antes dela. Parte para um lugar onde ela ainda não está mas para onde se dirige.

A música. Ela começa a dar atenção à música que passa no rádio, torna-se difícil manter os olhos abertos com as lágrimas a cair. Chega a uma praia. Sabe que lá está, não sabe como lá chegou. Nem se lembra de ter decidido lá passar. Sai, sente o frio nos ombros, o desconforto na cara. Inspira os resquícios de sol que ainda se fazem sentir. Fecha os olhos. E então apercebe-se que ele está ali. O coração que começou a bater desenfreado momentos antes fê-la sentir que ele estava com ela. Olha à sua volta, e então vê o vulto dele, a sua própria vida reflectida na escuridão das sombras. Ama-o tanto. Tem tanto medo. Quer fugir de tudo. Quer ficar ali, com ele.

Ele vê-a de costas, a olhar para o nada. Sabe que está de olhos fechados, sabe que está a tentar recuperar as forças nos raios de sol que ainda existem. Sabe que a ama. Que ela é o seu tudo. E só a quer abraçar.

Começa a chover. O sol ainda não desapareceu, mas as nuvens juntaram-se em harmonia com o estado de espírito dela. Ele avança, ela recua. Ele alcança-a e estende-lhe a mão. Olha-a na alma. Fá-la estremecer. Ela não lhe consegue resistir. O medo é grande, mas o amor supera-a, e ela dá-lhe a mão de volta, e abraça-o. Ficam ali. Com o medo dela. Com o amor dele. Com a chuva a embala-los num abraço sem fim.

domingo, 29 de abril de 2007

#2 Pedido

...Respira-me como se eu fosse o teu ar. Abraça-me como se eu fosse o teu tudo...

sábado, 28 de abril de 2007

#1 Pedido

...Ouve-me nas palavras que não te digo. Percebe-me nos silêncios que te faço...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Apetites.

Apeteces-me, como me apetecem os sumos frescos no pico do Verão. Apeteces-me, apetece-me o teu olhar pousado em mim, as tuas mãos a percorrer o meu corpo, o teu cheiro a embrenhar-se no meu. Apetece-me ter-te bem encostado em mim, sem distinção onde começo eu e acabas tu. Apetece-me sair contigo para uma noite sem fim, em que só importamos nós. Apetece-me percorrer a cidade contigo pelo lado, com uma segurança que só tu me dás. Apetece-me comer um gelado e ter que fugir para que não mo comas todo. Apetece-me aquelas brincadeiras parvas e infantis que só nós temos e que me sabem tão bem. Apetece-me fugir dos teus beijos para ver a tua cara de desafiado. Apetece-me que me abraçes com tanta força que me tires o ar. Que me prendas o lábio só para me teres mais um bocadinho junto a ti. Apetece-me amar-te. Uma e outra vez. E mais ainda se possivel. Apetece-me deitar no teu colo e sentir as tuas festas no meu cabelo. Apetece-me ouvir-te falar-me ao ouvido, baixinho, directamente ao coração. Apeteces-me.