domingo, 25 de fevereiro de 2007

Prazer(es)

Há poucas coisas tão boas como estar a dormir enrolada no edredon. A ter um sonho (muito) bom. Ter o azar de acordar com sede. Ter que infelizmente ir (descalça) até à cozinha para ir beber água. Voltar com os pés (muito) frios para uma cama (muito) quente. O conforto é indescritível. Voltar a conseguir encontrar a posição (perfeita) em que estávamos antes é um prazer reconfortante. Ouvir a chuva que cai em força lá fora. Olhar para o relógio, ver que ainda se tem mais um par de horas para dormir. Olhar para o telemóvel e ler uma mensagem recebida ao inicio da noite. Uma mensagem que nos aquece o coração. Uma mensagem que nos faz voltar a cair no sono com um sorriso de felicidade estampado na cara.
Há poucas coisas tão boas como sentir o amor numa madrugada de chuva...

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

O tempo custa a passar



Às vezes gostava de poder parar o tempo, ou então poder faze-lo andar para trás para poder reviver momentos que foram bons demais, guarda-los como se fossem uma pedra preciosa. O tempo trás uma coisa que às vezes é precisa, o esquecimento. É bom esquecer. Para depois voltar a lembrar. Só nos lembramos do que, mesmo que por momentos, nos esquecemos. E isso é bom, podemos assim reviver as emoções como se as estivessemos de novo a viver. Quase que sentimos o coração a bater mais depressa. Sentimos a garganta seca. As borboletas na barriga. E é assim que eu daqui a uns tempos quero recordar esta noite. Com emoção, com carinho, com amor. Porque há momentos que merecem. Porque há pessoas que merecem.
Não há palavras, e as que existem nao chegam para retratar a imensidão do significado que teve para mim esta noite. Para ti, não sei. Mas para mim, foi algo de especial.
A chuva forte a bater nos vidros, o vento a uivar lá fora com raiva, o mar revolto à nossa frente, as ondas, uma a seguir à outra. Tu, encostado a mim, com a cabeça no meu ombro, a fazeres-me mimos, a olhares-me nos olhos, a brincares com as nossas mãos. A música no rádio. (esta, que vendo a letra tem tanto a ver connosco). O som da chuva, do vento, o mar, nós, a noite. Aquela praia tão nossa. Mágico. Perfeito. Inesquecível.
Custa saber que amanhã já não vai haver nada disto. Custa saber que amanhã já não estarei à espera que me toques há campainha, que não te verei entrar em minha casa, que não andaremos à porrada com a almofada porque eu nunca mais me despacho, custa saber que amanhã não te verei sentado ao computador enquanto eu estudo deitada na cama, que não virás ter comigo para me dar um beijo e perguntar ao ouvido se já estudei tudo. Custa saber que amanhã não te poderei roubar um beijo no elevador quando formos sair. Porque amanhã não vamos sair, e isso custa. Amanhã já não te sinto a pele, já não te sinto o toque, já não há beijos, mordidas, risos e brincadeiras para trocar. Custa. Muito.
Mas temos sempre o regresso.
Tenho sempre as recordações de dias assim.

We've got tonight
Who needs tomorrow
We've got tonight, babe
Why don't you stay

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Quedas de mitos

Uma pessoa anda à 16 anos na escola sempre a pensar no quão bom era poder fazer os exames com consulta, no quão bom era poder fazer o exame em casa e depois ser só lá entregar, no quão bom era poder preparar as perguntas em casa e depois ir lá responder exactamente às mesmas perguntas que o professor disponibilizou... Anda 16 anos enganada é o que é!!!

Este tipo de exames são muito mais lixados que os outros! Confesso que foi a queda de um mito, nunca pensei ver-me tão à rasca pra estudar quanto este ano... e o mais desesperante é que tenho as perguntas mas apesar das 35900 folhas de apontamentos que tenho não há meio de encontrar a resposta!!!

Volta exame com perguntas surpresa sem consulta, estás perdoado!!!

Vou ali fustigar-me mais um bocadinho com 6 perguntas das quais 5ª feira me vão sair 4 e eu ainda não encontrei resposta pra umazinha que fosse...

Viciada em #10



Freddie Mercury - Love Kills Lyrics
(Giorgio Moroder and Freddie Mercury)

Love don't give no compensation, love don't pay no bills
Love don't give no indication, love just won't stand still
Love kills, drills you through your heart
Love kills, scars you from the start
It's just a living pastime, ruining your heartline
Stays for a lifetime, won't let you go
Coz love (love) love (love) love won't leave you alone

Love won't take no reservations, love is no square deal
Hey love don't give no justification, it strikes like cold
steel
Love kills, drills you through your heart
Love kills, scars you from the start
It's just a living pastime, burning your lifeline
Gives you a hard time won't let you go
Coz love (love) love (love) love won't leave you alone

Hey love can play with your emotions
Open invitation to your heart
Hey love kills
Play with your emotions
Open invitation to your heart (to your heart)
Love kills (love kills), hey hey, love kills (love kills)
Love kills kills kills kills
Love can play with your emotions, open invitation
Love kills, hey, drills you through your heart
Love kills, scars you from the start
It's just a living pastime, ruining your hearrline
Won't let you go
Love kills, hey, drills you through your heart
Love kills, tears you right apart
It won't let go, it won't let go

Love kills, yeah

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Fins de tarde.

E ela ali ficou. Sentada no muro, virada para o mar, naquele fim de tarde em que só o vento se fazia ouvir, só o frio veio para lhe fazia companhia. O mar revolto era a única coisa que os seus olhos conseguiam ver. A imensidão da noite que se aproximava fazia-a sentir-se pequena, a progressiva escuridão do momento fazia-a sentir-se sozinha. E ela ali ficou. Sentada no muro, a fitar o mar, sem o estar realmente a ver. A ouvir o vento, num completo silêncio, a sentir o frio, mas sem lhe dar importância. Entregue a si. Sozinha. Depois sentiu.

Um abraço. Dois braços que a rodearam. Protegeram. Trouxeram-na de novo à realidade. Ela fechou os olhos e desejou ficar ali. Com aqueles braços que tanta segurança lhe transmitem. Com aquele olhar que a faz visitar os mais pequenos paraísos que ela nunca julgou existirem. A sentir aquelas mãos juntas a si que tanta força lhe dão. E ela ali ficou. Sentada no muro, virada para o mar. Com ele. Não estaria mais sozinha. Os problemas são passageiros. Nuvens que passam com o vento. Ele não. Ele estaria ali. E nem o mais forte do vento de Inverno o conseguiria levar. Ele disse-lho. Ela sabia-o. Via-lhe no olhar, sentia-lhe na pele.

[Era suposto ser fácil…. Então porquê que não é?]

Vales-me tu. Sempre do meu lado. Um amigo, um companheiro, um amor, uma fonte de força, de boa-disposição. E todos os momentos ao teu lado transformam-se em pequenos pedaços de céu. Obrigada? Não. Deixo-te antes um beijo. Daqueles só nossos, dos que são dados com os olhos, com as mãos, com a alma. Daqueles que nos enchem de felicidade e fazem o coração disparar mais depressa. Um beijo. Desses.