domingo, 18 de fevereiro de 2007

Dormi acompanhada

Dormi com o teu cheiro em mim. Nas mãos, no pescoço, no cabelo. Tudo em mim tinha um bocadinho de ti. Sonhei contigo a noite toda. Dormi com as mãos junto à cara, com o cabelo solto para te soltar mais em mim. Sonhei contigo. Dormi melhor. No abraço do teu cheiro. [Gosto tanto]

Decisões

Preciso de força. Preciso de perder o medo. Preciso de ser eu.
Preciso.
Só não sei é como. Só não sei é porquê.
Preciso.
De compreender. De saber porquê. De entender que há solução.
Preciso.
De saber que tudo vai correr bem.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Eu...

Não gosto de surpresas. Não gosto de ser surpreendida. Fico sem saber como reagir, fico sem saber o que fazer. Sinto-me um (bocadinho) perdida...
Mas confesso, ter-te à minha espera na estação sem estar a contar, foi uma óptima surpresa... É que não estava de todo à espera. Estava à espera dos meus pais, e quando percorri com o olhar a gare e não os vi, fiquei preocupada, nem te vi de tão longe que estava a possibilidade de ali estares... Quando saí do comboio e te ouvi um "boa noite", fiquei sem saber o que te dizer... Doentinho, e mesmo assim esperaste por mim até tarde e ao frio. Obrigada pela surpresa, mesmo. Compensou o facto de não ter dado pra ir ao concerto...
Adorei, espero que o tenhas notado nos meus olhos, porque eu fiquei sem reacção.

Às vezes acho que ouves os meus pensamentos, eu faço-me perguntas e tu mesmo sem saberes baralhas-me as respostas que me dou a mim mesma. Não pode ser coisa boa... J

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Algo...

Algo me diz que a minha vida vai mudar. Porque eu assim quero. Porque eu assim o mereço.
Algo me diz que desta é que é. Porque eu consigo. Porque eu sou forte.
Algo me diz que agora é a valer. Porque eu posso. Porque eu mando.
Em mim. Na condução da minha vida. No rumo que tomo.
Agora é que é.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

#8 mês

E eu recordo-te naquela recente madrugada de neblina, os dois a sair de casa para a noite fria que se impunha. O ar de mistério que nos envolvia. O frio que estava, o nevoeiro que se nos atravessava à frente. Eu com a cabeça encostada ao teu ombro, o teu braço que me rodeava, protegendo-me. E eu ali, no meio da neblina, contigo. Numa noite de nevoeiro clara e fria. Sem saber o que esperar. Recordo-te o cheiro. Recordo-te o olhar. A expressão facial. Em silêncio. Eu a amar-te pelo canto do olho, com o coração cheio.
Nada se ouvia, nada se mexia, só nós a atravessar uma rua silenciosa, envolvidos um no outro, perdidos no abraço que trocávamos. O frio que (te) incomodava. O nevoeiro que (nos) envolvia. O silêncio que (me) fazia doer. (Eu que te amava).
Nós ali a andar no mesmo passo apressado por entre o nevoeiro, embrenhados nos pensamentos um do outro, sem trocar palavra. O silêncio pairava, e o beijo que te dei transpirava de dúvidas.
As tuas palavras, aquelas que li no abraço que me davas, aquelas que descobri por entre um olhar, não me chegaram. Queria mais, precisava de mais naquela noite de nevoeiro. O teu beijo não me matou todas as dúvidas que tive assim que me entraste casa a dentro, o teu abraço não me respondeu a todas as questões que me fiz assim que me apaixonei por ti.

Nunca gostei de nevoeiro. Não gostei de o partilhar contigo. Senti-me ainda mais escondida em mim, mesmo ali, a sentir-te ao meu lado e a não me conseguir fazer-te ver-me. Gostei sim dos momentos que partilhei contigo depois, já sem nevoeiro à nossa volta, já só eu e tu, sem silêncios, sem frios, só nós os dois embrenhados um no outro, absorvidos pelo olhar do outro, no meio de tanta gente, e só capazes de nos perder um no outro.

Fica a recordação pela imagem, eu e tu, agarrados um ao outro a atravessar o nevoeiro de uma noite fria e clara, na troca de um beijo sentido, no tempo de um abraço… Se eu gostasse de nevoeiro, tinha sido perfeito. Mas não gosto.