sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Algo...

Algo me diz que a minha vida vai mudar. Porque eu assim quero. Porque eu assim o mereço.
Algo me diz que desta é que é. Porque eu consigo. Porque eu sou forte.
Algo me diz que agora é a valer. Porque eu posso. Porque eu mando.
Em mim. Na condução da minha vida. No rumo que tomo.
Agora é que é.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

#8 mês

E eu recordo-te naquela recente madrugada de neblina, os dois a sair de casa para a noite fria que se impunha. O ar de mistério que nos envolvia. O frio que estava, o nevoeiro que se nos atravessava à frente. Eu com a cabeça encostada ao teu ombro, o teu braço que me rodeava, protegendo-me. E eu ali, no meio da neblina, contigo. Numa noite de nevoeiro clara e fria. Sem saber o que esperar. Recordo-te o cheiro. Recordo-te o olhar. A expressão facial. Em silêncio. Eu a amar-te pelo canto do olho, com o coração cheio.
Nada se ouvia, nada se mexia, só nós a atravessar uma rua silenciosa, envolvidos um no outro, perdidos no abraço que trocávamos. O frio que (te) incomodava. O nevoeiro que (nos) envolvia. O silêncio que (me) fazia doer. (Eu que te amava).
Nós ali a andar no mesmo passo apressado por entre o nevoeiro, embrenhados nos pensamentos um do outro, sem trocar palavra. O silêncio pairava, e o beijo que te dei transpirava de dúvidas.
As tuas palavras, aquelas que li no abraço que me davas, aquelas que descobri por entre um olhar, não me chegaram. Queria mais, precisava de mais naquela noite de nevoeiro. O teu beijo não me matou todas as dúvidas que tive assim que me entraste casa a dentro, o teu abraço não me respondeu a todas as questões que me fiz assim que me apaixonei por ti.

Nunca gostei de nevoeiro. Não gostei de o partilhar contigo. Senti-me ainda mais escondida em mim, mesmo ali, a sentir-te ao meu lado e a não me conseguir fazer-te ver-me. Gostei sim dos momentos que partilhei contigo depois, já sem nevoeiro à nossa volta, já só eu e tu, sem silêncios, sem frios, só nós os dois embrenhados um no outro, absorvidos pelo olhar do outro, no meio de tanta gente, e só capazes de nos perder um no outro.

Fica a recordação pela imagem, eu e tu, agarrados um ao outro a atravessar o nevoeiro de uma noite fria e clara, na troca de um beijo sentido, no tempo de um abraço… Se eu gostasse de nevoeiro, tinha sido perfeito. Mas não gosto.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

E a modos...

...que hoje é só isto.

(foto tirada hoje na estação, enquanto esperava o comboio para casa, enquanto pensava em ti. no quanto queria fugir contigo, para qualquer lado, desde que fosse contigo. a pensar no quanto gosto de ti. no quanto me faz falta o teu abraço no dia-a-dia, no quanto sinto a falta das tuas mãos a segurar as minhas, do teu cheiro na minha pele. Hoje é o dia. Fugimos?)

♥-TE

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

#6 Teste

http://radiocomercial.clix.pt/destaques/quizz/musica_romantica/index.asp

Você é “She” de Elvis Costello : para si uma relação é uma autêntica montanha russa, sempre entre os momentos de felicidade e os momentos negros. Você nem sempre sabe o que esperar da pessoa amada... mas aprendeu a gostar do friozinho na barriga causado por tantas incertezas.

She
May be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell

é caso para dizer... A comercial até sabe!!! A definição é mesmo aquela... Gosto de sentir as borboletas na barriga pelas incertezas, por não saber o que vai ou não acontecer, gosto de me sentir quer nos altos e quer nos baixos de uma relação,gosto de a construir, tanto para o bem, como para o mal... Gosto. E gosto de Ti.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Guiados pela música

Confesso que um dos grandes prazeres que tenho é passear contigo de carro pela cidade, com a tua mão pousada na minha enquanto ouvimos música, gosto tanto que tento ao máximo gravar pequenos momentos destes que me sabem sempre a doces recordações.

E gosto que nós gostemos basicamente das mesmas músicas, gosto que tal como eu não te cinjas a um tipo de música e tanto estamos a ouvir Oceano Pacifico na RFM, como a seguir estamos a curtir largo no Nova Era DJ, como a seguir damos um saltinho até por exemplo à Comercial e cantamos até nos doer a voz. E nunca tinha conhecido ninguém que soubesse tantas letras de cor como eu, és um aliado à altura. Em tudo, na música também.

E gosto daqueles momentos que temos só nós e o rádio, momentos de união, de trocas de olhar que transmitem a letra que estamos a cantar. Gosto da felicidade que sinto quando vejo que gosto de uma música e que tu a sabes do inicio ao fim, gosto de aprender novas músicas contigo, gosto da união que se cria à volta destes momentos…

Como quando começou aquela música na rádio e gritamos os dois ao mesmo tempo um "Grande música!!" assim do nada. E nunca tínhamos ouvido aquela música juntos. Gosto muito de momentos de cumplicidade assim. Porque já dizia o Rui Veloso e com toda a razão.

"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção..."

E sexta temos o concerto de Xutos e eu vou-me abraçar a ti, vou-te dar aqueles beijos no pescoço que tu tanto gostas e vou-te cantar baixinho ao ouvido enquanto me embalo no teu abraço:

Ai meu amor
O que eu já
Chorei por ti
Mas sempre
Para sempre
Gostarei de ti.

Acredita, é para sempre. Porque mesmo que as coisas no fim não venham a resultar, não há ninguém que me faça tão feliz como tu. Não há ninguém que me mime tanto como tu, não há ninguém que me preencha tanto como tu.
Por isso pela primeira vez eu digo. Para sempre.
Nós, com a música por perto.