Enrolo o cabelo numa tentativa de me embalar, dou mais duas voltas para o lado frio da cama, a parte que já aqueci incomoda-me. Tenho frio, mas não consigo estar no quente, componho a almofada, que sendo a de sempre hoje me asfixia. Olho para o relógio. Aponta as 4. Olho para o telemóvel, e vejo uma foto dos meus anos e sinto-me sozinha. O silêncio faz-me doer os ouvidos. Magoa. Tento pensar em coisas boas, construo na minha cabeça histórias que nunca contarei, imagino momentos que nunca se realizarão.
Penso. Penso muito e cada vez estou mais longe de chegar a lado algum. O relógio aponta já as 4.45 e a solidão apenas aumentou… Tento em vão esvaziar a mente de tudo, de me esquecer dos problemas, das dúvidas, do que quero ser e não sou.
Ligo a luz da mesa de cabeceira, fico cega momentaneamente por esta explosão de branco. Pego no meu caderno e escrevo-te uma carta. Hoje tenho saudades tuas. Não sei porque me lembrei de ti, logo hoje, não foi um dia mau, não aconteceu nada demais que merecesse a partilha, mas escrevo-te uma carta que não posso mandar, ainda não há correio no sitio para onde foste.
Tenho medo de me esquecer das tuas feições. 4 anos, saíste da minha vida à 4 anos para quê? Eu perdi uma amiga, perdi sonhos de um fim de adolescência juntas, perdi sonhos de casamentos e madrinhas de baptizados, férias em conjunto e confidências e segredos trocados e tu ganhaste alguma coisa com isso?
Eu não, apenas ganhei insónias para me lembrar de ti. Agora apenas te posso escrever cartas que não chegam nunca ao destino… porque não há correio no sitio para onde foste. Hoje tive uma insónia e lembrei-me de ti. Gostava de me lembrar mais vezes de ti. Não te quero de todo esquecer. Mas não quero ter mais insónias.
Penso. Penso muito e cada vez estou mais longe de chegar a lado algum. O relógio aponta já as 4.45 e a solidão apenas aumentou… Tento em vão esvaziar a mente de tudo, de me esquecer dos problemas, das dúvidas, do que quero ser e não sou.
Ligo a luz da mesa de cabeceira, fico cega momentaneamente por esta explosão de branco. Pego no meu caderno e escrevo-te uma carta. Hoje tenho saudades tuas. Não sei porque me lembrei de ti, logo hoje, não foi um dia mau, não aconteceu nada demais que merecesse a partilha, mas escrevo-te uma carta que não posso mandar, ainda não há correio no sitio para onde foste.
Tenho medo de me esquecer das tuas feições. 4 anos, saíste da minha vida à 4 anos para quê? Eu perdi uma amiga, perdi sonhos de um fim de adolescência juntas, perdi sonhos de casamentos e madrinhas de baptizados, férias em conjunto e confidências e segredos trocados e tu ganhaste alguma coisa com isso?
Eu não, apenas ganhei insónias para me lembrar de ti. Agora apenas te posso escrever cartas que não chegam nunca ao destino… porque não há correio no sitio para onde foste. Hoje tive uma insónia e lembrei-me de ti. Gostava de me lembrar mais vezes de ti. Não te quero de todo esquecer. Mas não quero ter mais insónias.