Conduzir de vidros abertos, a aproveitar os restinhos de sol do dia, a sentir o vento na cara e com a música certa é do melhor, a vida parece sempre valer a pena, por muito curta que seja a distância a percorrer, sentimo-nos sempre capazes de assim dar a volta ao mundo e voltar.Conduzir de vidros abertos, a aproveitar os restinhos de sol do dia, a sentir o vento na cara e com a música errada é do pior, porque aí as lágrimas caem sem que nada se possa fazer contra elas, o vento torna-se frio, o sol desconfortável.
Conduzir a saber que mais cedo ou mais tarde, na chegada ao destino, se têm decisões difíceis a tomar, se têm escolhas a fazer que vão com certeza deixar marcas é difícil, o aperto que mora no coração não nos deixa ver com nitidez a estrada, o caminho, o rumo que queremos tomar. Tolda-nos a capacidade de discernir o que é melhor para nós a longo prazo, incapacita-nos de agir, prende-nos os sentidos e inutiliza-nos.
Às vezes conduzir é uma merda.
Gimme your heart,
make it real,
or else forget about it...
P.s: Este conduzir, não tem que forçosamente que se referir aos carros... Pode (deve) também aludir à vida (à minha vida)...
Sabes a melhor coisa de me deitar??