sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Respirar...


Está díficil por estes lados... A voz fugiu para parte incerta... em lugar dela ficou uma coisa roufenha, que segundo os outros me fica muito sexy... Os pulmões recusam-se a trabalhar em conjunto, parece que se zangaram de vez e então bora lá de fazer doer a cada inspirar, e a revoltarem-se um contra o outro a cada expiração... A garganta essa coitadinha... Está desfeita e não há prognósticos para a total recuperação...

40 minutos, é a média de tempo em que pus o meu narizinho pra fora de casa nos últimos 4 dias... o que me leva a concluir uma coisa... OBRAS NUNCA MAIS!!! Agora com tudo no sítio, com o pó já todo limpo aspirado, a casa parece realmente outra, as paredes estão com mais cor, o chão está mais bonito, mas porra que dá trabalho...
Agora vou ali tomar banho, por-me toda gira e cheirosa, e vou fazer algo para o bem da humanidade... Vou sair, que se fico mais um dia em casa, juro que me transformo em algo de muito mau e não respondo por mim...

Já cá volto para falar no meu Natal e cenas assim... Mas agora... tu estás à minha espera... e eu estou a morrer de saudades tuas...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Balanço de 2006 #2

Julho: Foi o mês mais difícil, com exames passo muito tempo em Lisboa, depois vêm as férias… Começo a pensar a sério na área que quero seguir no 4º ano da Faculdade. Assim que chego do Algarve tenho-te à minha porta, era meia-noite, e nem eu nem tu conseguia-mos estar mais um minuto longe um do outro… Aquele beijo… Disse tudo, aquele abraço, significou o Mundo!!

Agosto: Foi o “nosso” mês, passamos o mês todo junto. Todos os dias. Inscrevo-me no 4º ano da Faculdade na área que sempre quis… Psicologia Educacional. Passamos um dia de sonho na Régua… Apesar de me mostrar renitente, depois de insistires conheço os teus pais, vens conhecer os meus… E correu tudo muito melhor do que estava à espera… Fazemos uma loucura e vamos a Lamego ver Xutos e Pontapés, eu tu e a minha irmã… Discutimos algumas vezes porque eu não quero conduzir o meu carro, e obrigo-te a conduzi-lo tu… Vamos ao bingo e eu ganho… com um cartão que não era meu… De castigo, obrigas-me a trazer o carro da baixa para minha casa… Começo a fazer a contagem decrescente para o Natal!

Setembro: Foi o mês do concerto da minha vida… Estes meses todos depois e ainda não há palavras… Pearl Jam no seu melhor!!! Começam as dúvidas em relação à nossa distância. Passam 5 anos depois do 11 de Setembro. Vais-me buscar à estação, depois de 15 dias separados, e o teu sorriso assim que me vês, fez-me aperceber que te amava. O meu mundo cai, quando depois de fazermos amor, me perguntas se acho que vai dar quando as aulas começarem…

Outubro: Começam as discussões, sobre nós, sobre a distância, sobre a Internet…Numa discussão dizes que não me conheces, que não sabes o que sinto por ti, que nunca te disse, achas que não gosto de ti como tu de mim… Pela primeira digo que te amo. Mas já não chega… Não entendes que tenho medo de me magoar… Acabamos… Dias depois perguntas-me se podemos antes dar um tempo, que não tem que ser tudo tão definitivo… Para mim é igual… Deixas de fazer parte do meu mundo, e sinto-me perdida… As aulas começam e isso ajuda-me a recuperar… e a sentir menos a tua falta. Levo pela primeira vez o meu carro para Lisboa, faço 300 km sozinha, e aprendo que gosto de conduzir só eu e o rádio…

Novembro: Estamos juntos num fim de semana que venho ao Porto… E nos outros que se seguem em que estou cá, parece que precisamos um do outro, dizes-me que são estes momentos que nos mantêm juntos, mas eu não quero isto para mim, e não te consigo dizer que não… Tomo mil vezes a decisão de nunca mais sair contigo, mas as saudades prevalecem, e sempre que cá estou saímos.

Dezembro: Tenho sem dúvida a pior semana do ano, aquela em que dei por mim a maldizer o momento em que decidi tirar um curso, a semana em que se não tivesse amigos que me sustentam tinha mandado tudo pró ar, e desistido daquilo. Uma semana de puro cansaço mas que no fim corre tudo pelo melhor. Chegam as férias!! Apareces em minha casa de surpresa, sem me avisar, tocas à campainha e sobes, todos agem como se cá estivesses estado ontem, como se nada tivesse mudado… Tu e o meu pai a falar de futebol e de obras, a minha mãe a mostrar-te a casa pintada, a minha irmã a gozar contigo e vice-versa, e eu meia atarantada porque parecia um episódio saído da 5ª dimensão.. Com obras em casa, passo dias e dias envolta em pó… Mas vale a pena, está tudo realmente como sempre quisemos.
Agora vem aí o Natal, os meus anos, e a passagem de ano… Depois actualizo conforme os acontecimentos… J

Só espero que 2007 corra tão bem ou melhor que 2006, que mesmo com coisas más acontecimentos menos bons foi um grande ano.. Foi um ano que valeu a pena.. Porque foi mais um ano da minha vida… Uma vida que vale a pena viver… Em pleno… E 2007 vai ser de certeza melhor.. Porque eu vou fazer por isso… J

Balanço de 2006 #1

Com o ano a acabar, decidi fazer um balanço mensal de tudo o que se passou por estes dias... E assim sempre tenho uma sintese anual, para poder comparar no final do próximo ano... :)

Janeiro: Depois da melhor passagem de sempre, vêm os piores exames de sempre… Desespero por ter tido notas de treta, notas que ainda positivas não me garantem um bom futuro… Começo a fazer a contagem para as férias de Verão!

Fevereiro: Não me lembro… deve ter sido um mês de merda depois dos exames que decidi recalcar… É que não faço a menor ideia!!

Março: Fustigo-me por não ter comprado bilhetes a tempo para o concerto de Jack Johnson… Começo com o Blog… Imbuída pelo prazer de passear na blogosfera, decido num lampejo de doidice inaugurar o meu “Recantos de Lua”. Passo no exame de condução, à primeirinha e parto em mais uma aventura no X-ENEI.

Abril: Acabo o relacionamento que mais me arrependo de ter iniciado…Foi curto e mau, sem sentimentos envolvidos, foi fácil de superar… Foi a prova de quem nem tudo o que parece é… E que a confiança é algo de essencial, fundamental e fulcral numa relação…Nem é bom lembrar… Foi um mau mês. Morre o Francisco Adam, e ganho mais medo de conduzir, porque todos nós estamos sujeitos a acidentes assim…

Maio: Continua a ser um mau mês, inicia-se com o meu avô a ficar doente… Mostro pela primeira vez o blog a um grande amigo meu, pelos anos dele. Melhora com o avançar dos dias.. No último dia do mês num passeio pelo Hi5, reencontro um amigo que andou comigo na primária.

Junho: Começamos a falar pelo MSN, a relembrar a tua paixão por mim naquela altura, a relembrar a minha paixão pelo Ricardo, conquistas-me por ainda te lembrares de tudo, até da primeira vez que te sentaste ao meu lado.. Combinamos um café quando eu voltar ao Porto. Dizes que sempre pensaste em mim este tempo todo. Chamas-me a “verdadeira paixão da tua vida”. Tenho medo do nosso encontro, das expectativas que criaste sobre mim… O meu avô morre, e tu dás provas de que estarás lá sempre presente, preocupas-te comigo como mais ninguém se preocupou. Encontramo-nos… 11 anos depois e tu encontras-me de costas numa Fnac cheia de gente… Começamos a namorar. Passamos uma noite mágica. Vamos juntos ao S.João, conheces a minha irmã e criam logo uma relação gira… Os meus pais fazem-me uma surpresa e no último dia, sem eu contar, levam-me a um stand como se fossemos buscar uns papéis para a nossa carrinha, e quando me sento num Ford Fiesta novo que lá estava aberto perguntam-me, “Gostas?” “É teu!!” Não acreditei, mas era verdade!! Desato a chorar.. Foi sem dúvida O mês mais revolucionário do ano…

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Desabafos...

“Porque não?”

Poderia ali enumerar-te todas as razões que dou a mim mesma durante a semana, poderia ali dizer-te que não e deixar-te sem nenhuma explicação… Em vez disso, olho para a noite lá fora e digo-te “Porque isto não nos leva a lado nenhum…” (Está frio, e eu estou tão quentinha contigo aqui ao meu lado...).
Calas-te, fechas os olhos e lanças a cabeça para trás, vejo-te no reflexo do vidro… (estou a perde-lo, cala-te, não lhe digas mais nada, vais ficar sem ele…) dizes-me “Mas eu gosto de ti, e tu gostas de mim, não namoramos, mas temos algo”, suspiro e sussurro-te “Sabes, quando estou longe de ti, estes argumentos têm fundamentos… fazem sentido”, levantas-me a voz, pareces perdido… “Não te posso dar garantias, não te posso prometer nada Não te posso prometer que daqui a um ano estamos juntos!” . Volto-me para ti, deito a cabeça no teu peito, sinto-te respirar, fecho os olhos e penso que poderia ficar ali toda a noite… Falo-te ao ouvido, à espera que ouças com o coração “Vê se entendes, eu não quero as tuas promessas, não quero sequer namorar contigo…quero que isto faça sentido, e não faz...”, tento dar-te um beijo, evitas-me, “Não te dou mais beijos nenhuns hoje, não nos levam a lado nenhum”, faço-me de sentida, regresso ao meu lugar, olho lá para fora… (Gosto tanto deste lugar, gosto tanto de o chamar de nosso… Gosto de me lembrar daquela noite, gosto de me lembrar do calor que estava, do cheiro do mar naquele dia… Hoje está frio. Tanto. E eu sinto-me capaz de ficar ali para sempre. Contigo.) Sinto-te a agarrares-me. Sinto o teu abraço, sinto os teus beijos. Sinto-te como meu outra vez. Não és mais. “Vamos embora, já é tarde, e tenho frio…” minto-te. “Não. Quero estar aqui contigo. Quero-te.” E eu não resisto ao teu olhar de mel… E fiquei. Ficamos. Era eu a amar-te a ti e a odiar-me a mim, por não ter sido capaz de ter ficado longe de ti…

Passo o tempo todo que estou longe de ti a pensar em razões para nunca mais sair contigo, para nunca mais fazer amor contigo, para nunca mais ceder aos teus beijos… A enumerar razões para me convencer que não dá, que mais cedo ou mais tarde isto vai ter que acabar… A encenar conversas, a memorizar o que te quero dizer, a imaginar as tuas respostas… Depois apareces tu… E olhas para mim, para o fundo da minha alma… E tocas-me, e beijas-me, e falas-me ao ouvido, e fazes que de repente naqueles momentos que estamos juntos eu esqueça dias, horas de pensamentos… Eu quero fazer uma coisa, mas o coração não me deixa…
Tens que ser tu… Por favor, pede-me para te esquecer, por favor, diz que não gostas mais de mim, por favor, deixa-me sozinha, sem ti na minha mente… sem ti em mim…

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Viciada em #8

Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim

Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim

Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se

Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em Braille
Do que você decidir se dá ou não.

Djavan – Se

Porque me é estranhamente familiar... ;)

“Só dizer sim ou não

Mas você adora um se

(...)

Mais fácil aprender japonês em Braille
Do que você decidir se dá ou não.”