sábado, 10 de junho de 2006

Dias maus...


Dias maus.

Dias em que calor nos abafa e nos tira a respiração.

Dias em que o sol nos asfixia, e queima em demasia a pele...

Dias em que o vento nos corta como sabres afiados.

Dias em que a chuva é acida e nos corrói.


Dias maus.

Dias cinzentos, dias que não passam...

Dias que as horas são anos, e os minutos uma vida...

Dias em que o tempo se passeia à nossa frente...


Dias maus.

Dias em que nada que nos rodeia faz sentido...

Dias em que a certeza não existe...

Dias em que a duvida se instala e não nos larga...


Dias maus.

Hoje sinto-me assim.

Perdida, num dia mau.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Sem vontade...



Sem vontade de estudar....

que faço eu a tanta falta de vontade, alguem me explica??

Porque não temos um botão que nos ligue automaticamente ao estudo...

porque está este calor todo e eu sem ir à praia??

PORQUE NÃO CHEGAM AS FÉRIAS!!

Falta mês e meio.... Para o sol, para a praia, piscina, festivais, amigos.

Quero fechar os olhos e que os exames tenham acabado, quero fechar os olhos e estar a acampar com os amigos... QUERO FÉRIAS... AS MINHAS FÉRIAS!!!

Bem, agora que ja exteriorizei os meus demónios, vou ali fustigar-me mais um bocadinho, com a psicologia da linguagem.. que de bom, só mesmo o prof com 26 aninhos e os olhos verdes.. porque de resto.. bahhh que matéria mais secante e sem utilidade nenhuma..

terça-feira, 6 de junho de 2006

#1 Tu...

Fazes-me bem...


Fazes-me sentir nas nuvens...


Deixas-me feliz...
(e eu não mereço tanto carinho)


Adoro-te....


(9 dias... e eu continuo com medo...)

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Parabéns Fuipe...

Conhecemo-nos quando entramos para o 10º ano, detestei-te assim que abriste a boca para refilares com a professora de Inglês, “é Filipe e Filipa, não Felipe ou Felipa...” perguntei-te se te tinha pedido para tomares as minhas dores, para mim era indiferente como me chamavam... Hoje graças a ti, não é... Hoje quando alguém me chama Felipa, digo toda indignada, é Filipa... =)

Aproximamo-nos graças à minha melhor amiga, que tinha uma grande paixão por ti, mas os ciúmes que ela tinha da tua relação com os meus pais, acabou com a amizade que havia entre nós as duas, o lado bom foi que a que havia entre nos os dois, continua até hoje...

Quando vim para Lisboa, foste a única pessoa que admitiu ter medo que as coisas mudassem entre nós, que estávamos longe não nos íamos falar e tal, hoje continua igualzinha, podemos não nos falar durante semanas, mas quando estamos juntos é a mesma coisa que sempre foi, um gozo pegado.

Somos muito parecidos, temos um feitio muito igual talvez por isso nos damos tão bem... Somos o gang dos fuipes.. =). Entraste em minha casa como um amigo, hoje os meus pais consideram-te como o filho que nunca tiveram... Por isso o facto de continuares a lá ir mesmo sem eu estar lá deixa-me muito contente, porque se vê que gostas de lá estar, de lá ir, que criaste também com eles uma relação de amizade...

Foi à 4 anos que nos abraçamos pela primeira vez, depois do acidente que tivemos quando vínhamos da festa que os teus pais com tanto carinho fizeram para ti, foi à 4 anos que o teu carro pegou fogo e nos todos lá dentro, foi à 4 anos que se criou um laço que ninguém pode separar... Hoje queria estar aí para te abraçar de novo e dizer-te... És um grande amigo!!!

Um grande beijinho prós teus pais.. Que aturarem-te à 22 anos não deve ser fácil... e tu arranja-me uma namorada, que agora que disseste que eu ia ser a madrinha de casamento só penso na festa... :D


P.S.: tenho tantas saudades de quando íamos para o carolina no teu carro a ouvir a mega.fm e tu sempre a teimar q nao querias parar na subida do Carvalhido... =)

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Medo da morte…


Não tenho medo da morte, pelo menos não da minha morte, tenho medo que ela leve pessoas que amo, pessoas, que se de repente desaparecerem, eu não saiba lidar com as suas ausências, tenho medo das palavras que ficaram por dizer, dos actos que ficaram por tomar...

A morte é auspiciosa, leva sempre os mais fortes, os que mais falta nos fazem… Tenho medo que um dia te leve a ti e que eu não a possa impedir de chegar…
A morte mete-me medo, só porque não a sei explicar, não a consigo entender, não a vejo como heroína. A morte é má. Chega sempre de mansinho, ou de surpresa. Aparece sem aviso e leva-nos uma parte de nós…

A morte sabe esperar… ao longo da vida está sempre presente, segue-nos como a sombra que temos, e de repente deixamos de sermos nós... De manha acordamos, fazemos o mesmo de sempre e à noite quando nos deitamos, a noite não é igual, os dias não são iguais, toda a vida passa a ser diferente, perdemos parte do nosso “eu”.. e eu tenho tanto medo de perder as pessoas que mais amo, que me rodeiam e que me acarinham, que por mim, punha-as todas numa redoma, e guardava-as junto ao coração, o sitio onde de certeza seriam para sempre minhas...

Amo-vos a todos, e prometam que nunca mas nunca me deixam....