Não tenho andado bem,
Sempre que o sol se deita no mar e a lua surge no horizonte eu dou por mim a pensar no que se tornou a minha vida... Estes últimos anos, foram ricos em experiências que dificilmente vou repetir, e que para sempre ficarão marcadas na minha memória...
Sempre que o sol se deita no mar e a lua surge no horizonte eu dou por mim a pensar no que se tornou a minha vida... Estes últimos anos, foram ricos em experiências que dificilmente vou repetir, e que para sempre ficarão marcadas na minha memória...
A minha vida mudou, eu mudei, tudo a minha volta mudou... não era tão mais fácil se tudo se tivesse mantido igual?
Já fui feliz, já fui muito feliz, agora não sei o que sou... convenço-me que tenho tudo para os parâmetros normais de felicidade, tenho saúde, uma família que me apoia, uns amigos que me seguram, estudo o que quero onde quero, mas mesmo assim parece que não estou completa, parece que o meu futuro é uma grande mancha de indefinição que não sei onde me vai levar...
Por fora, tudo indica que permaneço igual, continuo a sorrir, a mostrar uma felicidade que não corresponde em nada à minha realidade interior. Às vezes sinto-me tão falsa, que me odeio a mim mesma, como quando estou rodeada de pessoas e faço de conta que me estou a divertir, quando no fundo só me apetece sair dali a correr e isolar-me...
Muitas dessas vezes sinto-me sufocada por ter sempre gente a minha volta e sentir-me sempre tão sozinha... não me faz falta um namorado, como a maior parte das pessoas com que convivo pensa, mas faz-me falta uma pessoa que me ame, que me acarinhe, que precisa de mim.
Quero ser feliz, agarrar o mundo como se não houvesse amanha e ser feliz, ter a certeza do caminho a seguir, e percorre-lo de cabeça levantada e com um sorriso nos lábios... Não ter medo de errar, por saber que terei sempre alguém que me apoiará faça eu o que fizer...
Quero encontrar – “te”, sejas tu quem fores,
Quero ouvir – “te”dizer um “amo-te”
Quero sentir um beijo teu
Quero ouvir – “te”dizer um “amo-te”
Quero sentir um beijo teu
O ar está pesado, não circula e eu entrego-me a um estado letárgico em que não reajo... para mim estará sempre tudo bem, porque nunca ninguém se irá habituar a ver-me mal disposta, nunca ninguém me há-de ver triste.
Há noites, quando a lua surge no horizonte em que penso na volta que a minha vida já deu, mas principalmente nas que nunca dará.
Há dias, como hoje, que não sei o que quero fazer, para onde quero ir, ou até quem sou ou quero ser... parece que me alheio do mundo que me rodeia e me sinto vazia, sozinha, sem nada nem ninguém que me prenda aqui e agora...