Há histórias de amor que não tendo bem príncipes e princesas como protagonistas acabam por imitar o que todos os poetas e escritores tentam retratar em todos os seus livros e romances. Não falo do foram felizes para sempre, visto que este é sempre relativo, mas sim do facto de conseguirem alcançar por breves momentos a felicidade completa. E é assim que hoje eu me sinto.
As coisas nem sempre foram fáceis. Lembro-me que nos tempos de namoro houve tempos em que eu quis desistir, em que não vi outra solução que não virar costas e deixar tudo para trás. Mas depois, olhava bem para o que nós tínhamos, pensava tanto no destino que nos tinha desafiado e voltado a pôr no mesmo caminho depois de 11 anos sem sabermos um do outro. De um amor de infância, inocente que tinha agora asas para voar, crescer e ser muito mais...
A nossa vida a dois foi pautada por momentos que de tão trágicos e de tanta dor que traziam nos foram aproximando ainda mais, e nos fizeram fortalecer o amor que sentíamos um pelo outro, e a cimentar a certeza de que juntos somos mais e que um faz parte do outro.
Hoje, 4 anos depois do início, 2 de vida em conjunto, 3 meses depois da festa de celebração do nosso amor e união temos a certeza de que juntos somos mais.
Agora mais que nunca. Juntos somos 3 mas ao todo somos apenas 1.
Amo-te a ti e a este bebé que lentamente nos vai aproximando e apaixonando ainda mais
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Como o tempo passa...
Muitas vezes esqueço-me da história que temos em comum, conhecemo-nos à 20 anos, ainda eramos uns meninos como a foto comprova. Um amor inocente e dedicado da parte dele, um tormento ao qual tentava fugir pela minha parte, mas a verdade, é que ele sempre gostou de mim. E ainda hoje, em brincadeiras me atira um "Eu gosto de ti há mais tempo" E eu calo-me e rio e fico com o coração cheio. Também diz que toda esta nossa relação de hoje não passa de uma vingança pelos maus tratos que eu lhe dava naquela altura. E eu calo-me e rio e fico de coração cheio porque sei que eu bem merecia. Nesta foto estamos umas 30 pessoas na foto, onde é que o rapaz está? Mesmo à minha frente, segundo ele tentava sempre aparecer e fazer-se mostrar a mim e eu nunca lhe ligava nenhum. Até agora.
Fez 4 anos e depois do primeiro beijo naquela noite de Junho de 2006, casamos numa manhã quente de Junho deste ano. Hoje sei que não podia ter sido com mais ninguém. Tudo o que passamos, toda aquela dor de estarmos separados, todas as certezas que depois fomos construindo, todo aquele descobrimento de mim nele e dele em mim. Hoje sei que aconteça o que acontecer somos um do outro. Ele completa-me de uma forma tão especial e única que às vezes ponho-me a pensar se não foi mesmo o destino que nos pôs à prova e nos porporcionou aquele primeiro encontro tão pequeninos. Não lhe digo tantas vezes quanto ele merecia ouvir que o amo, muito. Hoje não posso passar sem que lhe dizer.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Eu tenho um bocadinho de mau feitio...*
*ou como ele me dá a volta tãoooooo bem.
Andamos a semana toda meio pegados, ora refilava eu, ora refilava ele, e havia sempre qualquer coisa que nos fazia pegar um com o outro e ter sempre qualquer boca para mandar. Não era nada de discussões feias nem nada do género, era mais assim uma sensação tipo aquelas pedras no sapato, que nos deixam andar mas incomodam...
Ontem à noite cheguei a casa do trabalho, e tinha-o a ele com um ramo de rosas lindoooo e um convite para ir jantar fora com ele. Fomos a um restaurante muito bom lá bem pertinho de casa e depois regressamos ao nosso ninho. Depois foi o normal do dia a dia que me preenche de uma maneira que só eu sei. Os dois no sofá, edredão por cima, ele a jogar ps3 (esse demónio) e eu de portátil no colo a falar c a minha Sarinha. Just Perfect.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Manhãs Perfeitas
Como hoje. É acordar de manhã, com tempo, e devagar olhar para ele e vê-lo também a abrir os olhos, é aconchegar-me nele e ele encaixar-se em mim e ficarmos ali a dormitar mais uns minutos, é dar e receber mimos, beijos pequeninos na ponta das orelhas. É ficar ali a despertar para um novo dia, é fazermos confidências e declarações, é dizermos disparates e ficarmos ali a rir que nem perdidos. É escolhermos as nossas músicas para o nosso casamento e desatarmos os dois a cantar aos berros. É uma espreguiçadela em conjunto. É um olhar cumplice e mais um beijo mesmo antes de sairmos da cama... =)
Guilty pleasures
Modo Cinderela ON.
Ontem ele fez-me uma surpresa. Não era nenhum dia especial e ele decidiu levar-me a jantar aquele restaurante mesmo em cima da praia, e depois, com a chuva lá fora a fustigar as paredes envidraçadas, a sala (ainda) toda só para nós, a luz da vela a dançar enquanto falavamos do nosso passado e do nosso futuro enquanto saboreavamos uma refeição do outro mundo, eu desculpei-o pelos beijos fugidos, pelas horas corridas, pelo quotidiano apressado. Ali, e no caminho de regresso ao carro, abraçados um no outro, eu soube. Ele não se esquece. Não era um dia especial, mas ele tornou-o num.
Modo Cinderela OFF.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Private Post*
Há dias que são uma merda. Em que damos espaço ao cansaço, deixamo-nos quebrar, e de repente tudo nos parece tão mau, sem ponta de fuga que não o abismo. É nesses dias em que nos esquecemos que apesar do outro estar sempre lá, pode às vezes não entender pelo que estamos a passar, e é aí, exactamente por ele estar sempre lá que nos sentimos à vontade de descarregar nele o mal que nos sentimos.
Mas é também nesses dias que eu acredito mais em nós. É nesses dias em que eu prefiro pensar no que temos, no que somos os dois juntos e no que vamos ainda construir.
E depois de tudo, depois de tanto problema, de tanto desespero, de discussões e acusações, eu acredito que nós somos um só, porque depois de um mau momento, aquele movimento, em que na cama me puxas para ti, me aninhas nos teus braços, e em que pedimos desculpa um ao outro, não há sentimento maior do que aquele de segurança que me inunda devagarinho cada pedaço do meu corpo. Não há certeza maior que abale a minha convicção de que juntos somos mais e que os problemas que existem são exteriores a nós e são muito pequeninos perante o amor que me une a ti. E não há amor maior do que aquele que te sai disparado dos olhos, e se traduz num beijo com sabor a paraíso.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Together*
Dizem que estar sempre junto incomoda, dizem que passa com o tempo esta vontade de ter o outro sempre por perto, dizem que com o passar dos anos vai diminuindo esta necessidade de ouvir o outro.
Eu não acho, e é por causa de dias como o de hoje. Hoje, depois de ontem, do dia anterior, e do dia anterior a esse ter estado com ele sempre à distância de um beijo, eu tenho umas saudades que não me cabem no peito. Dei-lhe um beijo de boa noite, acordei-o com um beijo de bom dia. Fui leva-lo ao emprego e fiquei assim, com os braços vazios. Já me ligou a meio da manhã e à hora de almoço como faz sempre que não está comigo, já lhe liguei a seguir 2 vezes e é tão bom ver que há sempre qualquer coisa para dizer, nem que sejam completas patetices só nossas. Já me queixei que estou pior da garganta, já lhe falei com voz de mimo, e ele já me disse para não ir trabalhar para quando ele chegasse a casa estarmos juntos.
E há pessoas que não compreendem, que olham para nós e vêm duas pessoas tão diferentes, uma relação tão fora do normal, tão disparatada às vezes e nunca chegam a perceber porquê que ainda estamos juntos. E é em dias como este, em que as saudades não me cabem no peito apesar de ainda de manhã ter-lhe dado um beijo, que eu sei. Fazemos um parte do outro, e já não é a mesma coisa quando estamos separados. E agora enquanto escrevo só desejo arduamente a minha hora de saída, chegar a casa, jantar e deitar-me no sofá, pôr-me debaixo daquele edredon e ali ficar só com ele, completa outra vez.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Angel*
Ontem foi assim, eu de rastos, tu perdido por me veres assim. Eu a não conseguir aguentar a dor de cabeça nem as lágrimas e tu a ficares mal por eu estar assim. E depois começou a passar. Largaste o que estavas a fazer, deitaste-te ao meu lado na cama e ali ficaste, a fazer-me festas na cabeça e massagens nas têmporas para atenuar a minha dor. E eu queixei-me, que mais uma vez dei tudo de mim, fiz favores, sacrificios e chega ao fim e sou prejudicada, pisada e não sou reconhecida. E tu, a puxares-me para ti, a encostares-me bem junto ao teu corpo, um abraço sem fim, apertado. E eu sosseguei, ali estava em segurança e o sono tomou conta do meu cansaço e desanimo e deixou-me adormecer na força dos teus braços.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Cumulo do vicio.
Enquadramento: Dia de semana, 1.50 a.m.
Local: Entre o quarto e o escritório.
Intervenientes: Nós.
Diálogo que se seguiu:
Eu: Achas normal? Estou a morrer de sono mas faltam 20 minutos para poder apanhar os meus morangos.
Ele: Mais vale esperares...
Eu: Pois, antes que vão à vida.
Ele: É, passa também na minha quinta e apanha o que lá tiver.
Viciados nós?? Nahhh nada disso... =)
Sim sim, enquanto espero sempre escrevo um post.. Hurray
Local: Entre o quarto e o escritório.
Intervenientes: Nós.
Diálogo que se seguiu:
Eu: Achas normal? Estou a morrer de sono mas faltam 20 minutos para poder apanhar os meus morangos.
Ele: Mais vale esperares...
Eu: Pois, antes que vão à vida.
Ele: É, passa também na minha quinta e apanha o que lá tiver.
Viciados nós?? Nahhh nada disso... =)
Sim sim, enquanto espero sempre escrevo um post.. Hurray
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Baixar de braços.
Há dias assim, em que o peso do mundo se abate sobre mim e eu não me sinto aqui. Há dias que correm normalmente e depois com um simples click me refugio na minha alma, parto para parte incerta e fico distante. Há dias em que me apetece berrar por tudo e por nada. Há dias em que, por muito que não se queira admitir, tudo o que se precisa é de um abraço apertado, de um beijo e de ouvir dizer que tudo vai correr bem.
Tenho a minha vida virada do avesso e há dias em que não consigo lidar com isso. Que me dá vontade de baixar os braços, de não lutar mais, de entregar os pontos. Mas não posso, merecem que eu lute, que eu me faça forte. E há dias que a força falha. E para isso tenho-o a ele.
É ele que me percebe nos silêncios, me entende no olhar triste. Me pergunta uma e outra vez o que tenho. E que mesmo depois de mil nadas me abraça com força, me dá o ombro a chorar, me dá beijos enquanto me diz que tudo vai correr bem.
É ele que me deita no colo e me faz festas no cabelo como se com cada gesto meigo me lavasse a alma e me tirasse a tristeza do corpo cansado. É ele que diz que me ama com uma força no olhar que só nós é que sabemos, é ele que me diz que vai sempre estar aqui para mim e que com esse cimentar de certezas eu consigo sorrir um pouco.
sábado, 1 de agosto de 2009
Ele*
Eu de vez em quando volto a apaixonar-me por ele. Há qualquer coisa que activa aquele click e que me faz perceber que apesar de tudo, ele que me completa mais e mais.
Ele é do tipo de pessoa que quando está com o modo discussão ON berra muito, berra alto, diz tudo o que lhe vem à cabeça e mais alguma coisa. Muitas vezes é duro e diz coisas da boca para fora só para magoar. (Como a maior parte de nós eu acho).
Mas depois também é o tipo de pessoa que depois de uma discussão em que eu me meti na cama porque estava exausta e não me apetecia lutar mais contra o mundo nem resolver nada, me faz festas na cara, miminhos no cabelo, dá-me beijinhos nas orelhas, diz-me ao ouvido muito baixinho que me ama, enquanto pensa que já durmo.
domingo, 14 de junho de 2009
Overwhelming*
Quando nos voltamos a reencontrar disseste-me algo que ainda me faz sorrir sempre que me lembro. Viraste-te, e com toda a segurança que tens em ti e disseste-me: "O que tem que acontecer, acontece, seja mais cedo ou mais tarde." E é mesmo. Às vezes esqueço-me daquele tempo, mas a verdade é que nos conhecemos desde sempre, eramos uns miúdos acabados de entrar para a primária. E tu sempre atrás de mim, sempre a dizeres que gostavas de mim e que querias ser meu namorado.. E eu sempre a dar-te para trás... E depois nunca mais nos vimos... E passados 11 anos não sei o que foi que me levou naquele dia a ir ao hi5, não sei o que me levou a procurar-te. Depois encontrei-te e a minha vida ficou de pernas para o ar. E mudaste tudo, levaste os meus medos e trouxeste-me certezas. Trouxeste o amor e deste-me metade de ti. 3 anos. Parece que foi ontem, parece que é sempre. Parece que brincamos com o destino e tanto andamos que no fim foi ele quem nos pregou uma partida. Amo-te. Hoje três anos depois, no mesmo sitio onde me deste a mão pela primeira vez, onde me olhaste nos olhos e me deste um beijo cuja força ainda hoje permanece, pediste-me em casamento, com direito a anel e a uma sensação arrebatadora que ainda não me largou. Amo-te, e mil vezes sim. És único, és meu, és tudo.
A nossa história, contada de forma rápida até parece tirada de um conto de fadas. Não o é, mas mesmo assim não a trocava por nenhum principe num cavalo branco. Amo-te. Obrigada pelos primeiros três anos do resto da minha vida.
sábado, 30 de maio de 2009
Recordar é bom... I
Faz hoje 3 anos que eu ganhei coragem e enviei aquela mensagem via hi5. O destinatário era um colega da escola primária que não via desde o último dia da 4ª classe.
E foi assim que (re)começou.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
É bom...
...quando 3 anos depois ainda me consegues surpreender. É bom poder estar até as 4.30 da manhã na conversa contigo e descobrir coisas novas sobre nós.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Há dias em que é diferente. Em que olho para ti como se fosse a primeira vez que te vejo. Em que te olho demoradamente e me apaixono por ti, outra vez. Há dias em que a correria do quotidiano dá espaço ao tempo para estarmos entregue a nós. Há dias em que o mundo se resume a nós, em que mais nada existe, mais nada ousa respirar. Há dias em que nos permitimos demorar a acordar, em que ficamos ali naquele refugio só nosso, a brincar com o corpo do outro, a partilhar sorrisos, gestos e gargalhadas. Em que a única coisa que nos importa é estarmos juntos, os lábios juntos, o corpo junto, de mãos, pés, corpos entrelaçados um no outro. Há dias em que só a conversar contigo é que me apercebo do quanto te amo. Há dias em que as promessas, os planos a dois, em que as declarações de amor não se perdem na correria das horas e são ditas ao ouvido, durante um beijo, um abraço, uma partilha. Há dias em que te olho e penso que não te poderia amar mais. E depois há dias em que é diferente. E o amor renova-se, aumenta, parece que não cabe em mim. E eu olho para ti como se fosse a primeira vez que te vejo. E amo-te mais. Sempre mais.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Ele *
O meu amor maior fez ontem anos, e eu fui a correr do sofá para lhe espetar um beijo à meia-noite em ponto no meio do corredor da nossa casa. Teve um sabor especial. À noite reuniu-se a nossa familia toda. Os meus, os dele, os nossos. Foi o primeiro aniversário dele ali, na nossa casa. À noite só os dois enroscados um no outro perguntei-lhe: "És feliz?". A resposta caiu direitinha no meu coração e foi selada com um beijo. Amo-o tanto.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Falhei...
A vida anda tão apressada que eu, ao tentar correr para lhe acompanhar o passo não vim cá desejar um Feliz Natal a quem ainda aqui estoicamente vai passando. Venho agora, ainda a dia 25 com os votos sinceros que esta quadra tenha passado para vocês com grande significado, seja ele qual for que lhe dão, sejam as prendas, a familia, os amigos, os filmes da treta na tv... =)
O meu Natal foi, como dizer. Indescritível. Foi o primeiro em que estive completa, em que tive a minha melhor metade, sempre ao meu lado. Não houve jantares separados, reuniões breves e separações a seguir. Este Natal foi nosso. Com as nossas familias, com risos à mesa, doces na boca, amor nos olhos. E no fim, como me disseste, foi único não termos que nos separar. Foi único voltarmos os dois para o nosso cantinho. Foi único adormecermos agarrados com a certeza de que foi apenas o primeiro. Temos a vida toda. E que apesar de nem tudo correr bem, apesar de haver momentos em que temos apenas um ao outro para nos apoiarmos, teremos sempre isto. A possibilidade de ao adormecer, falarmos um com o outro e podermos dizer que nos amamos. A minha melhor prenda foste tu. Somo nós.
Festas Felizes. E um óptimo 2009.
O meu Natal foi, como dizer. Indescritível. Foi o primeiro em que estive completa, em que tive a minha melhor metade, sempre ao meu lado. Não houve jantares separados, reuniões breves e separações a seguir. Este Natal foi nosso. Com as nossas familias, com risos à mesa, doces na boca, amor nos olhos. E no fim, como me disseste, foi único não termos que nos separar. Foi único voltarmos os dois para o nosso cantinho. Foi único adormecermos agarrados com a certeza de que foi apenas o primeiro. Temos a vida toda. E que apesar de nem tudo correr bem, apesar de haver momentos em que temos apenas um ao outro para nos apoiarmos, teremos sempre isto. A possibilidade de ao adormecer, falarmos um com o outro e podermos dizer que nos amamos. A minha melhor prenda foste tu. Somo nós.
Festas Felizes. E um óptimo 2009.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Provas
Esta fase devia ser fácil. Não devíamos ter muitas pedras no caminho. A inclinação da estrada que percorremos juntos não deveria ser tão difícil de ultrapassar. Mas parece que nada pode ser fácil. Tudo o que queremos, sonhamos, ansiamos tem que estar quase inatingível. Era suposto que tudo corresse como nós desejávamos. Que bastasse apenas um pequeno esforço e as coisas se realizassem, mas não, tudo tem o pesado sabor do sacrifício, tudo demora a estar concretizado. E depois resta-nos não perder o sorriso, arranjar forças numas costas já cansadas, agarrarmo-nos um ao outro e esperar por um bocadinho de sorte. Provas difíceis estas que nos aparecem no caminho. Resta o conforto de todas as noites nos deitarmos lado a lado, agarrados um ao outro, conversas no escuro durante largas horas e a certeza que aconteça o que acontecer nos temos um ao outro. E que a vontade para conseguirmos supera-las arranjamo-la entre os dois. E que no fim, com a nossa convicção e com o nosso amor tudo vai correr bem. Porque nós merecemos.
Amo-te mais que tudo.
Amo-te mais que tudo.
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Tu
Há dias em que não acredito. Em que olho incrédula para tudo o que hoje temos e não consigo perceber onde foi que tudo mudou. Onde tu passaste a fazer parte de mim, onde a partilha começou a ser tão intensa, onde se deu o clique que te transformaria em alguém tão especial para mim. Não sei o que é, não posso afirmar que é o teu olhar, o teu jeito, as tuas mãos, os teus sussurros ao ouvido, ou a força dos teus abraços, não sei o que é, mas há qualquer coisa em ti que me faz apaixonar por ti todos os dias de novo, como se fosse a primeira vez que te beijo, como se fosse o primeiro bom dia que ouço da tua boca, como se o abraço fosse o primeiro. Há qualquer coisa em ti, não sei bem o quê, que me faz amar-te mais e mais todos os dias. E ao adormecer ao teu lado, ao sentir a tua respiração bem perto de mim, sei que ao acordar te vou amar mais. E ao sentar-me no sofá ao teu lado, ao encontrar o encaixe perfeito no teu corpo sei que te vou amar mais. E ao olhar pelo fundinho do olho, ao tentar encontrar-te a alma, vejo um amor desmedido sair dos teus olhos na minha direcção. E não há momento melhor que esse. Em que em silêncio vens ao meu encontro, me abraças e me fazes sentir mais e mais amada.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A saga do 6.
600 meses. 6000 Euros. São as únicas coisas que recordo daquele dia 16 de Outubro de 2008. Por volta das 10 da manhã, eu e o meu gajo assinamos um papel normalíssimo que nos levou 6000 (SEIS MIL EUROS) de impostos e que nos vai levar 600 (SEISCENTOS) meses a pagar. O baque ainda não passou. Levaram-me 6 mil euros para imposto. Não os comi, não os bebi, não lhes senti o cheiro, nem os usei para uma plástica. Foram embora, assim como chegaram do banco, de fininho. Agora já estou mais calminha, mas durante uns dias visualizava-me a esmagar com um barrote de ferro a cabeça daquele que se abeira-se de mim a falar da crise em que o Estado está. Crise a rameira que os pariu, que levaram-me 6 MIL EUROS, só porque sim.
E os 600 meses? Que confusão me fizeram ver lá 600 meses... Nã0 podiam ter lá escrito 50 anos? É que parece muito menos tempo do que os 600 meses que ainda me faltam para pagar a casa!!! Eu não duro 600 meses! Mas como a minha amiga Teresa falou, para o mês que vem já só faltam 599.
Mas lá está, 6 mil euros depois, 6 idas ao IKEA buscar as mobilias, 3 discussões com o meu gajo pela disposição dos móveis mais 3 por eu não ter força para pegar no pénis das caixas, e a faltar 600 meses para lhe poder dizer de livre direito que é nossa. Temos casa.
E é óptima a sensação de chegar a casa ao fim do dia e me aninhar nos braços dele. E de adormecer sempre com os pés quentinhos, porque ele tolera aquecer-me os meus pés de gelo. E o beijo de boa noite. E de poder dizer que o amo todos os dias.
Obrigada a TI meu amor.
Arrumado em:
Recantos de Família,
Recantos de Nós
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