Não chorou mais, nunca mais sentiu.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Eram cinco da tarde quando sentiu pela primeira vez. Depois voltou a sentir às dez da noite, adormeceu incomodada e acordou com a sensação que lhe estava colada à pele. No fim do dia de trabalho, cansada, sentou-se de pernas cruzadas no sofá e decidiu perceber onde tinha chegado e porque não se lembrava do caminho. A dúvida era quase mortal, e se. E se? E se! Estava no sitio que mais temera para si. a solidão, a duvida, a escuridão e o desprendimento. Onde tinha começado a ser assim? como não se apercebera? Como estaria tão confortável? Eram cinco da manhã quando sentiu pela ultima vez. Depois disso rasgou as cartas que escrevera, queimou as fotografias de outros tempos, pegou numa tesoura e cortou a sua ligação à pessoa que sempre tinha visto ao espelho. Sentou-se no sofá com uma chávena de chá a ferver e bebeu-a. Deixou que o quente do liquido a queimasse lentamente. Fumou um cigarro e chorou pela primeira vez desde que tinha sentido pela primeira vez.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
31
Fiz 31 anos. Ainda hoje me perguntaram a idade e custou-me a responder. Queria muito ter 18, nunca me imaginei aos 31. Tive um dia muito doce. Dormimos até o corpo não querer mais, almoçamos a 4 junto ao mar. Esteve sol, elas andaram de patins e deram muitas gargalhadas. Jantei a 2 com o Amor da minha vida e namoramos como se tivéssemos 21 e nos tivéssemos acabado de conhecer. Regressei a casa onde fui recebida com uma surpresas das minhas pessoas especiais. Foi um dia muito doce, calmo, vagaroso, com muito amor. E eu senti-me mesmo especial e querida por todos. Fiz 31 anos. Nunca imaginei aos 18 que crescer pudesse ser assim.
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