sábado, 8 de fevereiro de 2014

Do não querer esquecer

Não quero nunca esquecer o vosso cheirinho a acordar. O vosso sorriso quando acordam e se abraçam e gritam uma com a outra. Os beijos seguidos de berros e choros. As vossas disputas pelo mesmo boneco quando há mais 350 espalhados pela sala. O teu sorriso doce Lara, e o teu sorriso safado Leonor.
Minha amorinha,
Não quero esquecer nunca, a forma como encostas a cabeça e esfregas os olhos e agarras o teu doudou quando tens sono. A forma como pego em ti a dormir e te fico ali a respirar aquele odor tão teu, tão doce, tão ainda bebé. A alegria e o amor espelhado nos teus olhos quando vês a tua irmã, como a segues para todo o lado e tentas entrar (arruinando) as brincadeiras dela. A tua independência, a tua teimosia, o facto de chorares lágrimas gordas quando ficas sentida e fazeres o beicinho mais fofo da história quando não consegues o que queres. A tua boa- disposição quando acordas religiosamente para o biberão da 00.30. O facto de nunca acordares a chorar, o facto de raramente chorares, mas quando o fazes levas a família toda à loucura com semelhante som e trinidos estridentes. O teu sorriso doce Lara, é capaz de me iluminar no dia mais negra. És a luz da minha vida.
Com a rapidez dos dias e a pressa que o quotidiano tem em acontecer há pequenos pormenores que não quero nunca deixar cair em esquecimento. Vocês crescem a uma velocidade estonteante e muitas vezes dou por mim a olhar para cada uma e a pensar quando é que vocês se tornaram assim, cada vez mais meninas, mas sempre as minhas bebés.
Minha pipoca,
Não quero esquecer nunca a forma única como chamas a mana "Larinha!!" com aquela entoação só tua. Os teus abraços brutos e muitas vezes perigosos à Lara que só por sorte ainda não lhe arrancaram a cabeça. A nossa eterna brincadeira no carro "mãe?" "Filha?" "mãe?" "Filha? " "Mãeeee" "Filhaaaa". A tua doçura rebelde. A tua curiosidade nata e a tua rapidez de aprendizagem. Um orgulho minha bebé. Às vezes acho que te mimo demais para te compensar de teres perdido o estatuto de filha única tão depressa. Mas sei também que com isso te dei a melhor prenda que podia, é um amor único ver-te como irmã mais velha. A forma como a abraças, como a ensinas, como queres brincar com ela. É única a forma como olhas para nós e a simplicidade com que nos transmites o amor que nos tens. Nunca percas essa transparência filha. E cresce devagarinho minha pipoca grande!

Com amor, 

Mãe

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Amorinha

Escuto-te a respiração ofegante. Beijo-te o cabelo. Cheiro-te o pescoço. (Reconheceria o teu cheiro no meio de mil) Amo-te mais. Dolorosamente mais todos os dias. Um amor sufocante que me tira o ar por ser tão grande. Por ser maior. Aconchego-te no meu colo e protejo-te o sono. Mesmo doente és um doce de menina. Em ponto de rebuçado derreto-me só de olhar para a tua calma mesmo no meio da confusão. Digo muitas vezes que és o nosso açúcar e que trouxeste doçura à nossa vida. Melhora rápido meu amor. E vamos para casa encher o ar com cheiro a bolos...