domingo, 13 de outubro de 2013

O dia em que o mundo parou.

Faz hoje dois anos que o mundo parou. Quem me lê, muito naturalmente não reparou, mas a verdade é que no dia 13 de Outubro de 2011 o mundo deixou de ser o que era. Pelo menos o meu, o nosso. Faz hoje dois anos e o dia amanheceu embrulhado em dor e em desespero. A palavra que eu mais repetia para mim mesma, era pesadelo. Eu só pedia com todo o meu ser que tudo não passasse de um sonho mau e que me fosse permitido acordar. Mas não foi. E naquela noite quente de Outubro o mundo parou. Desabou por completo. E a minha avó deixou-nos perdidos. É um pesadelo que volta e meia ainda me assombra, toda aquela noite foi surreal, dura, difícil. Tive o desespero preso nas mãos por não conseguir fazer nada, adormecida pela dor e pelo sentimento de incompreensão, senti o coração a desaparecer quando me apercebi que nada havia a fazer, tive no peito a dor que surge quando a certeza se faz permanente. Faz hoje dois anos que com o dia amanheceu uma certeza. Nada dali para a frente seria igual. O mundo mudou, o meu, o nosso. 
Hoje sei que estamos todos repletos de um vazio enorme que não se preenche mais, sei que estamos todos a agarrar-nos à memória do quanto ela nos queria bem. Rezamos todos para que ela esteja em paz, e a tomar conta de nós. Tenho umas saudades enormes dela, e penso tantas vezes nas saudades que tenho de a ouvir a rir. Faz-me muita falta e não há um dia em que o coração não se contraía um bocadinho com saudades dela. Do olhar crítico, da voz de comando, do pulso forte e do mau-feitio geral. A minha avó era a matriarca numa família de mulheres, berrava muito, (berramos todas!) resmungava imenso, (resmungamos todas!)  mas era dona do maior coração do mundo. Raramente dizia que não a quem lhe fizesse um pedido e de cada vez que a visitava conseguia (sempre!) dar-me umas notinhas sem ninguém reparar. Foi com ela que aprendi a gostar de moelas (são línguas de veado mágicas!) e foi ela que fez queixa à minha mãe com instruções para não me bater no meu primeiro e último furto confesso (100 escudos de uma gaveta do quarto do meu padrinho). O mundo nunca mais vai ser o mesmo mas sei que esta sensação de perda vai dar lugar às recordações boas que fui guardando nos 25 anos como neta dela.

Guardo a tua gargalhada junto ao coração e um orgulho imenso por teres sido a mulher que foste. 

Amo-te muito Avó. Tenho saudades. Muitas. Toma conta de nós

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Doçura pura

Leio a Catarina desde que me lembro de ler blogs. Ainda no tempo em que tinha apenas uns pezinhos pequenos junto aos dela no template do blog. O coração dela ainda só tinha um dono mas já era dona de uma doçura onde se via nos caracteres que escrevia que lhe cabia o mundo no peito. Depois veio o A. e a Leonor crescia-me na barriga ao sabor dos posts dela de comida. Penei tanto com fotos que ela colocava, apetecia-me tudo. Depois chegaram as redes sociais. E o instagram. E as nossas vidas cruzaram-se. E constatei que a Catarina é uma princesa no nome e nas acções. E estar-lhe-ei eternamente grata, ela sabe.
A Catarina é uma menina mulher, um furacão quando leva alguma coisa a cabo, uma tempestade quando quebra, o amor puro quando fala nos seus amores e é dona de um coração tal e qual como as fotos de comida que continua a publicar. Puro doce. E eu gosto muito dela.

Do livro só tenho uma coisa: 2 horas. Foi o tempo que demorei a ler de tanto que fiquei agarrada, entre duas sestas antes do jantar naquele domingo onde meio a correr lhe fui dar um beijinho e pedir um autógrafo. Beijinho esse que soube a pouco. Faltou o lanche que lhe prometi em Maio. Para a próxima não a deixo escapar!