É ali que encontro o meu lugar no mundo. Em que deito a cabeça e sou eu. Só eu. Sem pressas, sem corridas, sem responsabilidades ou afazeres. Sem problemas, sem pensamentos. É o único sítio onde me consigo esvaziar de tudo o que tenho e no entanto sentir-me inundada de tudo. É ali. Depois de um dia cheio de estímulos que faço reset e me preparo para a azáfama do dia seguinte. Suspiro pela sensação de estar em casa. É ali que moro. No abraço dele. No espaço estratégico entre dois grandes braços e um corpo feito à medida do meu. Um encaixe perfeito. Cabeça, tronco e membros. Ele entrelaça as pernas nas minhas, os pés cumprimentam-se e o coração suspira. Estamos em casa. Moramos um no outro.
(Depois ele adormece e ressona, e eu viro-me e babo-me enquanto durmo, mas naquele momento, o amor acontece)