sábado, 31 de dezembro de 2011
2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Tempo(s)
Escrevo deitada na cama onde me apaixonei por ti. Onde os teus caracteres a piscar no ecrã faziam o meu coração viajar em looping constante no meu peito. Onde passei noites acordada à espera de uma mensagem, onde me faltava o ar de cada vez que via o teu nome a piscar ao som de toque do telemóvel.
Nem sempre foi fácil. Neste colchão chorei noites de incertezas, dei-nos como perdidos, decidi apagar-te da lembrança. Nestas paredes roí-me para te vetar ao esquecimento, rasguei a alma para não te dizer que te amava e morri para não perceberes que era tua sem tu dares conta. Dar parte fraca, nunca. Sair por cima, sempre. Mesmo com a alma estilhaçada de dor e com o peito desfeito em saudades da tua metade em mim.
Escrevo deitada na cama onde me apaixonei por ti. Hoje envolta nos teus braços, com as tuas pernas entrelaçadas nas minhas. De coração cheio. De votos de amor trocados com beijos selados. Numa simbiose unica como se o meu corpo fosse teu e o teu me pertencesse. Somos um só. O tempo passou. O sentimento ficou.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Amor(es)
Deitadas as duas, ela adormece agarrada a mim. Uma maozinha pequena afaga-me a cara e outra agarra-me o braço. O respirar lento dela dá-me conta da sua serenidade. A sua cara pacifica transmite-me felicidade. Enrosco-me nela, ele enrosca-se a mim. Sorrio. Respiro fundo. Ouço um amo-te traduzido num beijo. E apercebo-me. No final de contas é assim tão simples. Pode-se passar muita coisa, podem sobrar problemas e faltarem soluções. Mas no fim do dia uma certeza temos. Estamos juntos. Temo-la cá. Somos mais. Juntos, os três.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Amar(te)
Noite dentro. Um bebé a dormir no berço numa tranquilidade que só a sua inocência e felicidade permite. Na cama dois corpos conversam abraçados. Riem, relembram o passado e o que os levou a serem um só. Trocam beijos e confidências, sorrisos, cócegas e historias passadas, sonham o futuro a três e dão-se conta que apesar dos tropecções, a vida deu-lhes algo único. Encontraram-se, reconheceram no outro a sua melhor metade. Ele agarra-a, puxa-a para si com força. Não há melhor paraiso que este. Eu, ele, ela. Nós. Um só
O meu passado. O meu presente. O meu futuro. Tudo. Amar(te) é a minha essência e o que me completa mais do que tudo.