segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A minha Super-Mãe

Eu tenho uma Mãe que pode seguramente concorrer para a melhor mãe do Mundo. Claro que tem defeitos, claro que tem o seu temperamento e o seu mau-feitio, claro que comete erros e falha. Mas basta dizer que é a mãe que eu gostava de ser um dia para os meus filhos para se perceber que aquela mulher é a minha heroína.
Há um ano atrás foi diagnosticado à minha mãe um Cancro de Mama. Prova que não acontece só aos outros e mais uma vez, fomos postos à prova. Era algo descoberto por acaso, mas já um bocadinho grave para uma mãe que nunca fica doente. E apesar de nunca deixar de ter a certeza que ela ia conseguir, vi-a a atravessar cheia de força e coragem todas as fases inerentes ao processo. As cirurgias, a recuperação, os tratamentos de quimioterapia, a queda do cabelo, os tratamentos posteriores à quimioterapia. E a minha mãe nunca baixou os braços, nunca se lamentou, nunca deixou de nos pôr em primeiro lugar.
Quando lhe disse que ia ser avó a minha mãe abraçou-me como se abraça o mundo e quando mais tarde foi comigo ao hospital e ouviu a médica a dizer que tinha perdido o bebé, limpou-me as lagrimas num silêncio que tudo disse. Porque não precisava, porque nunca precisou de falar para me dizer o que quer que fosse, o amor espelha-se nos olhos, e os dela brilham para nós.

Hoje a minha Super-Mãe está de Parabéns. Acabou mais uma etapa no caminho à recuperação. Com distinção. E eu estou muito orgulhosa e agradecida, por ter o privilégio de a conhecer, de ter na minha vida e de ter a sorte inequívoca de a chamar de Mãe.